1 de fevereiro de 2012

ITANHAÉM PEDE SOCORRO


Como deve se sentir quem mora em Itanhaém desde que nasceu e se depara com a primeira página de um dos jornais mais lidos no país anunciando que a sua cidade está entre as seis mais violentas da região?

Lembro de uma Itanhaém pacífica, onde existia aquele senso de comunidade, quando as pessoas podiam se identificar com o seu município e se orgulhar dele. Lembro da confiança em deixar o carro estacionado, de pessoas sentadas em frente às suas casas nas noites quentes para bater papo, de crianças frequentando a praia sem medo.

O que aconteceu com essa Itanhaém? O nosso sonho de cidade está se tornando um pesadelo. O crescimento pelo qual vem passando - que é um reflexo do crescimento do país, tanto econômico quanto populacional – não teve um respaldo de planejamento eficiente, de organização e responsabilidade. Chegaram novas famílias à cidade que não encontraram infraestrutura, nem emprego, nem políticas públicas funcionais.

Hoje, a população se esconde atrás de muros, cercas elétricas, arame farpado, câmeras de segurança... temos grandes eventos no centro da cidade em época de temporada, mas os moradores dificilmente inspiram a vontade da Administração em destinar recursos para a segurança.

A questão recai novamente em áreas distantes do centro da cidade. Aqui tanto o pobre quanto o mais privilegiado sofrem com a insegurança e a criminalidade. Os furtos, roubos e homicídios quase sempre acontecem livremente, ninguém vê, ninguém fica sabendo. Há ruas abandonadas, mal iluminadas, com mato crescido... não é esse o cenário perfeito para os criminosos?

A diminuição dessa estatística assustadora não depende só da polícia. É questão de política pública de segurança! Os bandidos são atraídos para os locais onde sabem que ela não existe ou não funciona. Deve existir integração e planejamento, igualmente distribuídos em todos os bairros. Não adianta encher o centro da cidade e outros pontos turísticos com a presença de policiamento e deixar vários bairros sem proteção. Isso demonstra que somente o turista importa, e deixa as outras áreas vulneráveis à presença de criminosos. Francamente, que turista vai querer vir descansar na 6ª cidade mais violenta da região?

Por que outras cidades aqui da Baixada Santista não entraram nessa lista de criminalidade? Acho uma boa questão para reflexão. E a resposta está clara: porque não subestimaram a questão da segurança.

O que pode ser feito, então? De forma geral, deve haver uma parceria efetiva entre o setor público, privado e as organizações da sociedade civil. Esse quadro extremamente burocrático entre a Administração Pública e a sociedade civil deve se descomplicar, ou seja, a população precisa ser ouvida. O povo deve participar da administração pública, e por direito seu.

Perguntaram o que eu propunha para melhorar essa situação. Ora, em primeiro lugar deve haver mais coesão no trabalho público voltado para a proteção dos direitos fundamentais das pessoas, deve haver possibilidade de profissionalização (e profissionalização não é só o estudo, mas a oportunidade de um emprego digno), deve haver uma política local preventiva (criminalidade não deve pegar ninguém de surpresa, todos sabem que o descuido a atrai), deve haver liberdade de participação popular (a população tem que ser informada do que está acontecendo, se não, como vai se proteger?), a educação deve vir acompanhada de cidadania (que é reconhecer no próximo alguém com os seus mesmos direitos e deveres), deve ser incentivado o policiamento comunitário (vizinhos devem se unir e também poder participar das políticas de segurança), deve-se combater efetivamente os crimes organizados e os crimes econômicos (porque a exploração também gera criminalidade), e isso é só para começar!

Não existe qualidade de vida sem segurança! Vamos tirar Itanhaém do sexto lugar entre as mais violentas e colocá-la na lista das cidades com mais bem-estar!

10 comentários:

  1. Bem, respondendo a sua pergunta,não moro em itanhém,mas tenho parentes ai que consideram como sua cidade natal,ja fui varias vezes a cidades visita-los.Fico a me perguntar por q é tão violenta,e acho q a questão esta numa infrustutura mal organizada"claro plitica,pois assim um se tem beneficio a outro q sai manchado"se a população não se unir nada pode ser feito.Temos q cobrar o q se promete.

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    1. Olá! Isso mesmo, somente cobrando e fiscalizando é que poderemos mudar alguma coisa. Quem cala consente, não é? Valeu pelo comentário!

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  2. Desculpem, concordo com tudo, mas é tão simples, esse pessoal que vive postando besteiras, nossos políticos ficam no face também, não sei fazendo o que, nossos representantes, pouco se importam conosco, vivo aqui nesta cidade por opção, não nasci aqui, vim para cá com 59 anos de idade, agora tenho 61, portanto 02 anos, estou envergonhado, não há uma política diretiva, veja as praias, já estamos saindo das revistas especializadas que Itanháem não é mais uma cidade turística, o transporte público é lamentável, quem mora distante sofre, as empresas ou melhor a única faz o que quer cade a fiscalização, ônibus velhos, sujos, os motoristas dirigem como estivesse transportando gado, a segurança então, temos a proliferação de drogas logo logo seremos a cracolândia do litoral, IPTU altíssimos, enfim senhores nobres políticos é hora da eleição, CIDADÃO analise o passado desses candidatos AGORA É A HORA DE NÓS OS CASTIGARMOS

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  3. Prezado Carlos,
    Obrigado pelo comentário. Acredito que a grande maioria dos moradores da cidade concordaria com você. Tudo isso é uma vergonha, e o que infelizmente a gente vê são notícias elogiosas que mascaram a verdadeira realidade. Tenho esperança de que as pessoas passem a cobrar mais, a fiscalizar mais. A maioria não conhece os direitos que tem, por isso temos essa responsabilidade de divulgar o que sabemos. Vamos fazer uso disso! Abraço!

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  4. Uma análise fria do que vem acontecendo nos últimos vinte anos em nossa cidade - a escalada da violencia, motivada pela total falta de infra-estrutura, embora vivam atraindo novos moradores, turistas e veranistas, sem oferecer minimas condições de qualidade de vida, além da natureza, esta também em estado lastimável de degradação, |à custa da especulação imobiliária por conta do pré-sal.
    É nitida a falta de planejamento e colaboração entre órgãos e empresas de vigilancia.
    A OCASIÃO FAZ O LADRÃO, diz o adágio popular e em Itanhaém isto se confirma com esta triste estatística - A SEGUNDA CIDADE MAIS ANTIGA DO BRASIL TEM SEU PATRIMONIO HISTORICO DEGRADADO, NAO TEM TEATRO MUNICIPAL, NAO TEM NENHUMA POLITICA SOCIAL PARA TIRAR MENORES DA RUA E DO FÁCIL ACESSO A DROGAS...

    ACORDA, ITANHAÉM!

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  5. Itanhaém, precisa de pessoas com comprometimento e amor pela cidade, isso começa na educação, no esporte, temos que criar mais opções para nossa juventude.
    Dando mais esporte, lazer, educação,emprego, crescimento na cidade, assim contribuindo para o progresso organizado diminuindo a criminalidade.

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  6. Olá! Concordo! Não há como progredir sem o mínimo planejamento. E a falta dele é muito óbvia por aqui, infelizmente. Não podemos, contudo, perder as esperanças. Quem ama a cidade certamente quer o seu melhor, precisamos mostrar que os itanhaenses não desistiram de sua Itanhaém! Obrigado pelo comentário!

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  7. Olá Endrigo!Meu nome é Talita e sempre morei aqui em Itanhaém, gosto de morar aqui, já tive a oportunidade de morar dois anos em Santos e um ano em Pedro de Toledo.¨"Falta muita coisa em Itanhaém?" Falta. Mas "o que Fazer?". Como minha mãe sempre fala e nos educou assim (Educação vem de casa). O que adianta falar de segurança, limpeza que engloba a natureza e a degradação, saúde e entre outras coisas se a população não tem o básico que na minha opinião é a educação. A palavra EDUCAÇÃO engloba muita coisa, vc não concorda? Primeiro o despreparo de um pai pode gerar um cidadão "MAU EDUCADO" e não estou falando de rude, grosso, estou falando de pessoas sem escrúpulo, ignorante(uma pessoa de baixa cultura, entendimento). A falta de educação e o despreparo dos pais em criar cidadãos de BEM, só faz cada vez mais não só Itanhaém mas o Brasil em si regredir. ACho e Acredito que todos deveriam ter acesso a educação e amparo da lei e de seus direito. Quando a população descobrir que para o nosso crescimento e felicidade devemos pensar no bem estar do nosso próximo, ai sim, acredito no desenvolvimento da cidade. Desculpe por qualquer coisa, mas é um assunto gostoso de falar quando temos oportunidade de falar, mas é um assunto muito extenso e que tem diversos caminhos para tentarmos ajudar nossa cidade. E estamos aqui para isso. Muito Obrigada por proporcionar este tipo de debate e por lêr todos os comentários, pois foi por este motivo que decidir expor minha opinião.

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  8. Olá Meu nome é Talita, no meu ponto de vista primeiramente falta Educação, pois é desde criança que aprendemos certos valores, como certo e errado em todos os sentido. Está acontecendo tudo isso porque os pais não estão tendo estrutura familiar para educar seus filhos, por que educação vem de casa, conhecimentos gerais aprendemos na escola. Muita gente não tem percepção do que é ou seja Criar um outro ser humano. Ser uma pessoa educada não significa ter estudos, pois tem muitos que tem estudos e não tem o minimo de bom senso (EDUCAÇÃO). Aprendi com os meus pais "NÃO FAÇA PARA O OUTRO O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM COM VOCÊ".
    * Se falarmos sobre a violência, se a pessoa tivesse "bons pais", uma escola decente, moradia, calçamento e esgoto, oportunidades de trabalho, será que ela entraria nessa vida. Tirando os casos de disturbios mentais.
    Acho que temos que enchergar realmente a raiz do problema. Será que precisamos de mais policiais na rua, ou de oportunidades????!!!

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  9. Olá, Talita, obrigado pelo comentário!
    Não há dúvida que a educação não se limita somente ao conhecimento obtido na escola. Ela vem de casa e é o que uma pessoa tem de mais valioso, pois é a educação recebida da família que a guiará por toda a sua vida. Realmente, devemos nos lembrar que uma educação completa a outra. Formação educacional mais a base familiar são essenciais. Acredito que a melhora deva mesmo vir da estrutura, com mais oportunidades e direitos sociais, mas, infelizmente, a segurança nas ruas não pode faltar, até para garantir que a trajetória de cada um se dê sem o medo e a insegurança. Devemos acreditar e lutar por essas condições. Um grande abraço!

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