24 de janeiro de 2012

PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Manifestação contra a impunidade


Neste domingo (22) tive a oportunidade de participar da manifestação em defesa dos direitos dos animais em Itanhaém. No mesmo dia, essa manifestação aconteceu em várias cidades de quase todos os estados do Brasil, um indício de que os brasileiros estão realmente cada vez mais sensibilizados pela causa dos animais.

Toda manifestação por algo em que a gente acredita é um momento de fortalecimento, pois encontramos outras pessoas com a mesma vivência e com os mesmos ideais. No caso dos animais, a participação da população é a única esperança, pois o descaso e os crimes têm sido vastos. Quero deixar meus parabéns a todas as protetoras e protetores, pessoas iluminadas, cujo trabalho representa uma esperança de um dia vivermos num mundo melhor.

Animais domésticos

Em relação aos animais domésticos, nossa legislação ainda é muito branda, e a fiscalização insuficiente. Ainda mais porque, para a lei, o animal é visto como propriedade, está legalmente na esfera privada, o que dificulta a atuação dos protetores e da fiscalização, por isso os inúmeros casos de cães, gatos e cavalos presos, mantidos em condições precárias, sem tratamento e sofrendo com doenças; sem contar os casos em que os próprios donos os torturam ou matam.

Está aí o motivo pelo qual as manifestações são essenciais. Uma das melhores formas de combater os maus tratos contra os animais é a conscientização. A sociedade precisa ter esse valor reforçado, qual seja, o amor e o respeito por esses seres inocentes, que muito nos oferecem sem nada pedir em troca. Outra prerrogativa é a de uma revisão da lei, para que as penalidades fiquem mais proporcionais à gravidade dos crimes.

A união de protetores de animais é essencial, seja por meio das ONG’s, de grupos de monitoramento, ou a própria disposição de cada um em ajudar e denunciar.  Certamente vamos precisar de toda a ajuda possível, pois infelizmente em nosso mundo aqueles que não podem falar por si próprios se deparam com o abandono. Infelizmente temos nos deparado com condutas sádicas e criminosas contra os animais.

Animais silvestres

Igualmente importante lembrar os crimes ambientais que têm condenado inúmeras espécies em nosso país. Como protetores de animais, somos também responsáveis por agir em prol dos animais silvestres. Só em Itanhaém, região de Mata Atlântica, temos várias espécies ameaçadas, como o bicho-preguiça, a ariranha, o macaco bugio, o lagarto teiú, o gato do mato, entre muitas outras. A ação do homem tem sido fatal. Caça ilegal, desmatamento desenfreado, poluição... estão destruindo o lar dessas espécies!

Por isso, devemos fiscalizar e denunciar novas estradas sem autorização de uma licença ambiental, novos lotes que surgem derrubando inúmeras árvores, queimadas, o lixo jogado ao redor das áreas de floresta, e toda espécie de exploração clandestina ou ilegal. Não devemos aceitar uma conscientização pela metade. Aqui em nossa cidade muitos abusos acontecem em bairros distantes e permanecem desconhecidos, é só ir a uma dessas áreas de mata protegida e poderão ver como anda a proteção ao meio ambiente em Itanhaém...

Nossa responsabilidade como itanhaenses é muito grande, pois somos cidadãos de uma região de rica Mata Atlântica e de praia. Temos o direito e o dever de protegê-las. Somos todos parte de um ecossistema, e o que atinge outros seres vivos um dia vai repercutir em nossa própria vida.

Força a todos os protetores de animais! Um dia haverá mais justiça e direitos! Vamos lutar para que ele chegue logo!

Conheça a lista das espécies ameaçadas de extinção no Brasil aqui.

18 de janeiro de 2012

MEDO DE CHUVA

Quem provê para o futuro não precisa de plano emergencial!

Vídeo colocado na Internet mostrando alagamento já nos primeiros dias de 2012

Em nosso clima, os primeiros meses do ano costumam trazer uma grande precipitação de chuva devido às altas temperaturas. Hoje, com o aquecimento global, a quantidade de água propensa a cair dos céus já não pode mais ser prevista como antes; quando menos esperamos tempestades nos surpreendem e duram por vários dias.

Se antes as pessoas davam boas-vindas à chuva que irrigava a terra e aliviava o calor, hoje há quem viva temendo os dias chuvosos, porque na ausência de políticas públicas por infraestrutura nas cidades, inúmeras são as famílias que têm suas casas invadidas pela água e seus poucos bens destruídos durante os alagamentos que se formam.

Cansei de ver notícias sobre limpeza de dutos e córregos, isso não é a solução para o problema, é apenas uma medida superficial, improvisada, que não dá garantias a ninguém. É a mesma coisa quando uma pessoa doente fica tomando analgésicos para passar a dor e não cuida para curar a doença – quando menos esperar a situação piora!

Há anos Itanhaém clama por infraestrutura! O cidadão que paga imposto e vive aqui merece pelo menos ter sistema de esgoto funcional (e não um esgoto na praia ou a céu aberto), asfalto com bueiros para canalização da água das chuvas (e não uma manta para sufocar a vazão da água), luz nas vias públicas, tubulações para contenção dos rios, melhor distribuição de água tratada, entre outros direitos básicos garantidos por lei.

Devemos nos lembrar que as enchentes, além da destruição, também oferecem perigos! A água acumulada pode transmitir doenças, e são tantos os bairros sujeitos a esse problema que as consequências podem ser graves. Mais uma vez é angustiante observar notícias sobre Itanhaém como se o município fosse somente o centro da cidade! Engraçado que evitam entrevistar o povo, certamente ele tem algo a dizer!

Precisamos cultivar a consciência de que todos são cidadãos iguais, logo, todos têm o direito de exigir as condições mínimas de sobrevivência e dignidade, e que elas não sejam meramente simbólicas, mas eficientes, duradouras! Quem provê para o futuro não precisa de plano emergencial!

(IN)SEGURANÇA NO TRÂNSITO EM ITANHAÉM


Meu artigo publicado na segunda semana de janeiro no jornal Folha da Cidade.

Entrevista - Auxílio a moradores do Anchieta

Confiram a matéria publicada na edição nº 20 do Jornal Mata Atlântica de Itanhaém. Leiam na íntegra abaixo!


Rotatória do Anchieta sufoca o bairro –
Dr. Endrigo auxilia nas reivindicações

O advogado Endrigo Leone Santos é procurado pelos moradores e comerciantes do Anchieta para ajudar em suas reivindicações. Eles sofrem com as consequências de uma obra de trânsito mal planejada e perigosa
Por Maricy Ferrazzo

Poluição sonora, tremor no solo, confusão e perigo no fluxo dos automóveis. É esse o cenário atual que moradores e comerciantes enfrentam no bairro Cidade Anchieta, onde há quatro meses a instalação de uma rotatória alterou o curso do trânsito, dando ensejo a maior tráfego de ônibus, caminhões e outros veículos pesados.

Localizada na confluência das ruas Cidade de Iguape, Oscar Simões de Carvalho e João Mariano Ferreira, a rotatória ficou mal posicionada, fazendo com que os veículos tenham que passar muito próximos das residências e outras construções ao redor. A moradora Ana Maria Lopes da Silva, cuja casa se localiza no ângulo mais crítico da rotatória, conta que sua calçada foi diminuída e o rebaixamento de passagem para sua garagem retirado. “Para mim foi uma invasão de privacidade, um desrespeito a minha moradia, que acaba sendo desvalorizada”, comentou enquanto um caminhão, a menos de 20 centímetros de seu muro, manobrava para conseguir completar a rotatória.

Ainda, para que essa alteração da via de trânsito fosse realizada, a Prefeitura de Itanhaém recuou as outras calçadas e as transformou em locais de faixa amarela, impedindo o estacionamento de veículos. Ocorre que boa parte do comércio do bairro se encontra exatamente no local, e foi prejudicado pela medida que dificultou o embarque e desembarque de mercadorias. O comerciante Clarindo, cujo estabelecimento se encontra numa das ruas alteradas, conta que das 32 vagas anteriormente disponíveis na localidade, somente dez permaneceram para os 21 comerciantes. “O comércio foi afetado diretamente. Posso dizer que isso já ocasionou uma diminuição de cerca de 15% na movimentação do meu comércio. Fora a reclamação dos clientes, que não encontram mais lugar para estacionar e os acidentes que passaram a ocorrer.”

Clarindo ainda menciona que na hora da chegada de mercadorias os caminhões têm que parar a vários metros de sua porta, e a entrega é feita unidade por unidade, levada em carrinhos de mão ou até mesmo nas costas dos entregadores: “O caminhão estaciona 70 metros pra lá porque onde era nosso estacionamento agora é faixa amarela”.

A falta de planejamento adequado na instalação da rotatória no bairro é visível nas partes quebradas das calçadas, onde alguns veículos chegam a subir por não haver espaço suficiente para a passagem, o que torna a travessia perigosa para os pedestres.

A moradora Ana Maria igualmente se mostra preocupada com os riscos para ela e sua família, considerando que qualquer deslize de um motorista colocaria seu portão na mira da colisão. Ela ainda reclama do barulho e da ameaça à estrutura de sua residência em médio prazo devido ao constante tremor do solo quando da passagem de veículos pesados. “Eu tenho muita preocupação que com o tempo isso abale a construção da minha casa, porque esse asfalto não é tão grosso a ponto de conseguir evitar esse abalo, sendo que até o meu armário de cozinha já cedeu”, conta.

Os moradores e comerciantes do bairro Cidade Anchieta se organizaram em setembro desse ano e, juntamente a um abaixo-assinado, protocolaram sua reivindicação pela retirada da rotatória e das faixas amarelas junto à Secretaria de Trânsito do Município; contudo, até o momento, nenhuma melhoria eficaz foi feita, tendo sido tomadas apenas medidas paliativas, como a substituição de uma divisória de concreto por uma fileira de “olho de gato” no pavimento.

Sabendo da atuação do advogado Endrigo Leone Santos no caso da denúncia contra a instalação de esgoto nas praias da cidade, os moradores do bairro o procuraram para pedir aconselhamento no tratamento da questão. Desde então, reuniões estão sendo realizadas com o intuito de requerer mudanças para atender as necessidades do bairro, porém essa causa comunitária tem encontrado obstáculos na Administração Municipal. “Essa situação é um absurdo, um desrespeito aos moradores do Anchieta. Além de não ter seguido as exigências básicas dos padrões de engenharia de trânsito, essa rotatória alterou a harmonia do bairro e colocou em perigo seus moradores e seu comércio. Não houve melhoria para a coletividade, logo, não é uma estrutura que deva permanecer”, afirma o advogado.

Segundo Endrigo Leone Santos, os moradores irão aguardar por um curto período alguma manifestação da Prefeitura de Itanhaém, e não havendo tomada de providências recorrerão ao Legislativo e ao Ministério Público Estadual. “Toda obra deve vir de encontro ao interesse do povo, os princípios fundamentais da Administração Pública, encontrados no artigo 37 da nossa Constituição Federal, pregam o princípio da supremacia do interesse público, ou seja, se não é para o bem da população, então não é aceitável”, explica Endrigo.